quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CONFLITOS NAS ORGANIZAÇÕES: UMA VISÃO POSITIVA

Desde que o mundo surgiu, constata-se a ocorrência de uma série de conflitos existentes na vida humana, sejam em termos pessoais, sejam em termos profissionais. Na medida em que o homem evolui os conflitos surgem e sofrem constantes alterações. Os conflitos mudam de intensidade, magnitude e com o tempo. Em sua maioria, os conflitos surgem de opiniões antagônicas que geram discussões entre as partes envolvidas. Saber lidar com eles é de fundamental importância, principalmente quando se trabalha em equipe dentro das organizações. 

Atualmente, as teorias sobre conflito recebem enfoques diferentes. A percepção mais recente do conflito defende que ele pode ser visto como algo que impulsiona a inovação e a criatividade do grupo. O conflito hoje em dia nas organizações já não é mais visto como algo negativo, e sim de que, quando bem administrados por seus gestores, podem ajudar a organização, pois permitem diagnosticar precocemente desestruturações futuras nas relações profissionais que afetam diretamente na gestão das organizações.

Em geral, o conflito deve ser visto como algo sério dentro da organização, sendo capaz de gerar condições caóticas que tornam completamente impossível uma convivência saudável entre as pessoas envolvidas nos processos administrativos das organizações, impedindo de certa forma o desenvolvimento do trabalho em equipe. Nesse sentido, o conflito pode ser definido como uma divergência de perspectiva, constituindo-se como um fator gerador de tensão por pelo menos uma das partes que estão envolvidas, ou seja, traduzem uma incompatibilidade nos objetivos. Desse modo, a concepção é que o conflito deve ser evitado, visto que é compreendido como violência e destruição. 

Na segunda metade do século XX o conflito deixou de ser visto apenas como algo negativo. Hoje em dia, ter níveis de conflito é visto como potencialmente positivo, um bom indicador da gestão efetiva e eficaz das organizações. Muitos afirmam ser o motor do desenvolvimento social, de modo a estabelecer relações cada vez mais cooperativas, e a procurar alcançar solução integrada do problema beneficiando a todos. São vistos como motivadores de mudanças individuais e organizacionais, pelo fato de motivarem o debate de idéias e a curiosidade, além de contribuir com soluções criativas para os problemas. A inexistência de conflito ou sua ocorrência pouco freqüente deixa a organização vulnerável à estagnação, à tomada de decisões empobrecidas, mesmo à falta de eficiência, ao contrário, possuir conflito em demasia pode encaminhar a organização diretamente ao caos.

Em suma, o conflito tem várias visões dependendo do modo como é abordado pelos gestores. Se bem administrado poderá ser sinônimo de algo positivo para a organização. Contudo os níveis de conflito devem ser mantidos em um nível administrável, pois se houver um elevado índice, não mais será visto como positivo e sim como algo destrutivo. Assim como existe a riqueza e a pobreza, empregados e empregadores, os conflitos existem e sempre existirão, a questão é como encará-los de forma que nos direcione a seguir o caminho mais adequado para a solução dos problemas.

Por Flávia de Freitas Lopes, graduanda em Administração de Empresas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Secretária Executiva da Incubadora do Agronegócio de Mossoró - IAGRAM.

Casas de Mel serão construídas beneficiando o homem do campo


Foto: A Prefeitura de Mossoró, através da Gerência de Agricultura, abre processo de licitação para criação das casas de mel que serão instaladas nas comunidades rurais, proporcionando mais oportunidades para os que apicultores.

De acordo com o gerente de Agricultura, Rondinnel dos Santos serão instaladas casas de mel nos assentamentos Mulunguzinho e assentamento Cabelo de Negro. Além disso, foi aberto o processo de licitação para criação de uma unidade de beneficiamento de leite de cabra que será destinada ao assentamento Independência. “São ações que beneficiarão direta e indiretamente o homem do campo”, frisa.

O gerente ressaltou que a prefeita Fafá Rosado tem direcionado total atenção ao homem do campo para que estes tenham a oportunidade de comercializar seus produtos não só nas suas próprias comunidades como também entre comunidades vizinhas.

“A prefeita Fafá Rosado vem trazendo esses benefícios para melhorar a vida dos que moram na zona rural, incentivando, também, para que eles não precisem sair do campo”, disse o gerente.

O trabalho do Município em benefício da zona rural tem tido resultados positivos. Um exemplo destacado pelo gerente de Agricultura é o incentivo a produção de leite de cabra que se tornou hoje um produto de significação econômica para o Município

Cinco dicas para transformar a sua ideia em realidade



shutterstock
Nem sempre grandes ideias dão origem a grandes negócios. Mas, com certeza, você nunca vai saber disso se não pesquisar bastante ou se não colocar esses projetos em prática. O site da revista Inc. reuniu dicas para você dar vida a uma grande idea. São bem práticas e simples e o ajudarão a sair do empreendedorismo meramente platônico. Confiram:

1) Não pense demais
Pode ser um pouco contraditório, mas não gaste muito tempo falando e falando sobre sua ideia para um produto ou serviço. Crie, ouça opiniões, estude o mercado e faça tudo isso rápido. Não fique sentado adiando o momento de lançar sua ideia.

2) Não tenha medo de compartilhar
Peça o máximo de opiniões sobre seu projeto. Muitas vezes, as pessoas não pedem feedback temendo que suas ideias não sejam realmente muito boas. Mas seja criterioso sobre seu interlocutor e sempre busque ajuda especializada.

3) Não tente agradar todo mundo
Quando você pede a opinião de várias pessoas, elas podem ser dissonantes. Portanto, tome as decisões que realmente vão ser melhor para sua ideia, e não para ser para ganhar a faixa de Miss Simpatia.

4) Não tente fazer mais do que você pode
Se precisar mostrar um conceito mais bruto da sua ideia para clientes e investidores, como um protótipo, não tente fazer algo complicado e cheio de aplicações que não funcionarão na hora. Tente realmente mostrar em que estágio você está – e faça com que ele funcione direitinho e não o faça passar vergonha.

5) Saiba quando mudar de rumo
Ao avaliar a sua ideia constantemente – nas fases de projeto, protótipo, lançamento etc. –, você tem mais chances de descobrir quando ela realmente não vai dar certo. Se isso acontecer, faça as mudanças necessárias para que ela se torne realidade ou simplesmente desista e passe para outra. Quem percebe isso tem mais chance de sucesso.





Territórios da Cidadania atenderão 240 mil negócios até 2014

A meta é realizar mais de 720 mil atendimentos e levar aos 120 Territórios da Cidadania as soluções e ferramentas disponibilizadas pelo Sebrae nos próximos três anos.


O Sebrae dará apoio constante e continuado a Empreendedores Individuais, produtores rurais, pequenos negócios e potenciais empreendedores dos municípios cobertos pelos 120 Territórios da Cidadania em todas as regiões do Brasil. A meta é realizar mais de 720 mil atendimentos e levar as soluções e ferramentas já disponibilizadas pelo Sebrae a 240 mil negócios em todas as regiões do Brasil nos próximos três anos. Um dos focos é o estímulo à implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa em âmbito municipal para contribuir com o desenvolvimento dos pequenos negócios.

“Queremos fazer um atendimento massificado, inclusive com articulações com o poder público local para implantação da Lei Geral nos municípios, tanto no meio rural quanto no urbano. Com isso, democratizamos os atendimentos e reforçamos a atuação do Sebrae”, explica o coordenador do Programa Nacional Sebrae nos Territórios da Cidadania, Augusto Togni, que veio ao Rio Grande do Norte participar do Espaço Empreendedor do Sebrae na Festa do Boi. É que o local foi estruturado para destacar as oportunidade dos seis Territórios da Cidadania no Estado. O evento está acontecendo até o próximo sábado (15), no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim (RN). 

De acordo com Augusto Togni, a proposta do Sebrae é padronizar as estratégias - já que cada região possui características e necessidades diferentes - e atuar de forma unificada. “Os territórios têm uma predominância para o agronegócio. Queremos ultrapassar essa barreira do público rural e atingir também a zona urbana, onde estão os Empreendedores Individuais e potenciais empreendedores”.

A atuação do Sebrae até 2014 será baseada na formação de agentes de desenvolvimento, que deverão ser nomeados pelas prefeituras, e na formalização de Empreendedores Individuais. Além disso, o programa estimulará o uso do poder de compra dos municípios, visando a inserção de produtores e empreendedores no cadastro de fornecedores das prefeituras, e desburocratização da formalização de negócios com mecanismos simplificados de obtenção de alvarás e outros documentos em âmbito municipal.

Lançado em 2008, esse programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário visa levar desenvolvimento econômico e universalizar ações básicas de cidadania por meio de uma estratégia de desenvolvimento territorial sustentável, atendendo os beneficiários dos programas sociais, assentamentos rurais, comunidades quilombolas e regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
 
Via Agência Sebrae de Notícias RN

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Hélice Tripla: parceria empresa, governo e universidade pela inovação

Por Hugo Henrique Roth Cardoso
Da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia (UAIT), Sebrae Nacional
Você conhece o Modelo da Hélice Tripla (Triple Helix Modell)? Sabe o que isso tem a ver com inovação? A Hélice Tripla é um modelo desenvolvido por Henry Etzkowitz, dos Estados Unidos (EUA), e aborda a relação entre EMPRESAS, GOVERNO e UNIVERSIDADES na geração de conhecimento e inovação para o mercado.
Neste post, nosso foco não é desenvolver este modelo academicamente, mas assim abordar aspectos tangíveis e próximos à realidade da micro e pequena empresa.
Para abordar as formas de interação possíveis, devemos refletir sobre essa relação entre empresas, governos e universidades, que muitos observam com maus olhos já que parte das empresas usam indevidamente os conhecimento gerados na universidade.
Enquanto as empresas participam com conhecimento de mercado e demanda de novas criações, as universidades apresentam conhecimento latente aguardando oportunidades de uso e desenvolvimento. Os estudantes de nível superior são sedentos por experimentos práticos, por oportunidades de aplicar a teoria que aprendem. Entretanto, a falta de pressão por resultados positivos também é característica desse grupo. Se para uma empresa qualquer falha no desenvolvimento de um produto significa prejuízo e perda de competitividade, para os universitários a falha é aprendizado recolhido e consolidado, que posteriormente definirá novos experimentos. Na academia não existe fracasso, mas sim experimentos que não atingiram o resultado esperado.
Apoio governamental
O governo entraria, nesta relação, fornecendo suporte, seja política ou financeiro, para a realização destes projetos. Uma das principais formas de apoio disponíveis para o governo é financiando com venture capital a criação das empresas oriundas das cadeiras universitários e dos experimentos que foram realizados, principalmente daqueles que romperam fronteiras da ciência.
A fim de gerar escala e resultados para a micro e pequena empresa, a principal forma de aproximação vislumbrada é através da participação de projetos que agreguem grupos de empresas com demandas semelhantes. Com a escala gerada por esse grupo de empresas torna-se viável o investimento em pesquisa e desenvolvimento, como a geração de um filtro mais eficiente para cachaças artesanais ou linhas de produção mais qualificadas e materiais maleáveis para facções ou ainda estruturas mais resistentes para a construção civil.
Cada pequena empresa não é capaz de mobilizar uma universidade pela sua causa, mas grupos de empresas conseguem gerar esta demanda. Permitir que os universitários trabalhem nestes experimentos e por fim reparem seus resultados sendo aplicados pelas empresas, é capaz de gerar um ciclo virtuoso de inovação e desenvolvimento.
Claro, um reconhecimento financeiro pelas descobertas também é devido e tende a consolidar a parceria. Os universitários podem discordar, mas o que eles esperam ganhar pelas suas descobertas é muito inferior ao que pedem cientistas profissionais.