segunda-feira, 30 de abril de 2012

A teconologia da informação e o agronegócio

Nos dias atuais a palavra de ordem nas grandes empresas é investir em tecnologias. Mas que tipo de tecnologia? A ideia é que se façam investimentos em tecnologias que sejam úteis aos negócios, ou seja, que tragam maior lucro para as empresas. Neste sentido, nos últimos anos, em muito se tem falado em tecnologia da informação (TI), que pode ser entendida como o uso inteligente dos recursos da informática (computadores, sistemas, redes, internet) em prol do crescimento, desenvolvimento e perenidade das organizações. Para Silva (2003), a TI pode ser usada para integrar as operações das empresas e entre empresas, gerando agilidade redução de custos operacionais.

Nas pequenas empresas a realidade não é diferente. O que muda? Muda a capacidade que as pequenas empresas têm de se adaptar às novas tecnologias e a disponibilidade de recursos para investir nelas. Isto não quer dizer que a minha pequena empresa não possa se inserir neste contexto.

De acordo com Campos, Medeiros e Sousa Neto (2011), A gestão das MPEs corre riscos contínuos com a falta de orientação empresarial e criação de estratégias. As mudanças em um mundo globalizado trazem adaptações às certas realidades que precisam ser analisadas com competência e conhecimento de específicos. Quando se trata de investimento em tecnologias, o mito do uso do computador chega com muita velocidade as MPEs, como também seus custos ou, melhor dizendo, despesas. São muitos mitos a quebrar quando se refere a esse assunto. São medos que se originam desde a ausência daquele curso de informática que não foi realizado a ausência de uma pessoa com conhecimento técnico na empresa.

Cada vez mais se fala em tecnologia da informação mais acessível a todos. Equipamentos a um preço mais baixo, sistemas de plataforma livre, internet banda larga, redes sociais, computação em nuvem, consumerização da TI, entre outros.

O que as pequenas empresas, mais especificamente, as empresas que fazem parte do trabalho de incubação da Incubadora do Agronegócio de Mossoró – IAGRAM e da Incubadora de Empresas do Agronegócio da Caprinovinocultura do Sertão Cabugi – INEAGRO, irão vivenciar nos próximos meses é a possibilidade de utilizar alguns destes recursos tecnológicos como importante ferramenta de gestão de seus empreendimentos.

A partir da Chamada Pública 01/2011, do Ministério das Comunicações, a IAGRAM/INEAGRO aprovou um projeto que tem como propósito melhorar aspectos da gestão e comercialização de seus produtos a partir de recursos de TI de baixo custo como planilhas de controle e website. A proposta contempla ainda a apresentação e orientação quanto ao uso de estratégias de utilização de alguns recursos de TI para estes grupos, focando nos jovens empreendedores..

Para finalizar, Carr (2009) alerta que a TI não resolve todos os problemas da empresa, mas que as pessoas devem estar atentas às mudanças que são decorrentes de seu uso.
Posteriormente, os temas sistemas de plataforma livre, internet banda larga, redes sociais, computação em nuvem, consumerização da TI serão contemplados.

Referências
CAMPOS, I. M.; MEDEIROS, M. F.; SOUSA NETO, M. V. O uso da TI nas MPE’s de João Pessoa: um diagnóstico da situação atual. Sistemas & Gestão, v. 6, n. 1, 2011.
CARR, Nicholas G. Será que TI é tudo? Repensando o papel da tecnologia da informação. São Paulo: Gente, 2009.
SILVA, Wellington D. F. da. Introdução à gestão da informação. Campinas: Alínea, 2003.


Os negócios sociais representam o futuro do empreendedorismo

No Brasil e no mundo, cresce o interesse de investidores por empresas que combatem a pobreza e outras mazelas com soluções eficientes e lucrativas

Renato Kiyama*
renato@artemisia.ong.br 
 
Editora Globo
Ao longo da história, o enfrentamento de problemas sociais tem sido delegado aos governos, às organizações sociais e às ações filantrópicas. Hoje, porém, observa-se um fenômeno mundial: empreendedores fazendo uso da criatividade para desenvolver soluções lucrativas para os problemas causados pela pobreza global. Esse fenômeno não só atrai o interesse de investidores, executivos e estudiosos, como abre uma janela de oportunidades para aqueles que desejam se aventurar numa carreira antes impensável: a de empreendedor social.

O movimento se baseia na premissa de que as empresas podem ter uma relevância ainda maior para a sociedade, desenvolvendo modelos de negócios que ofertem produtos e serviços acessíveis, a fim de satisfazer às necessidades não atendidas dos 4 bilhões de pobres no mundo. O valor social seria gerado a partir da diminuição da “multa da pobreza” — pessoas de baixa renda, sem acesso ao mercado formal, obrigadas a pagar mais por produtos e serviços de baixa qualidade. O economista indiano Amartya Sen, prêmio Nobel em 1998, afirmou que o verdadeiro desenvolvimento consiste em eliminar as privações que limitam as oportunidades para que as pessoas exerçam sua condição de cidadãs. Essa perspectiva muda a maneira como encaramos a pobreza: em vez de partir para uma visão assistencialista de falta de renda, devemos nos concentrar na ampliação das oportunidades de escolha do indivíduo.

Editora Globo
APOIO PARA A BASE | A partir deste ano, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) passou a investir US$100 milhões por ano em empresas que oferecem soluções para trazer benefícios e qualidade de vida a pessoas que estão na base da pirâmide econômica em países da América Latina e no Caribe
 
Durante 20 anos, acreditou-se que as multinacionais seriam as únicas organizações com competência e recursos para oferecer produtos de maior qualidade e baixo custo para a camada mais pobre. A crença baseava-se, em parte, nos ensinamentos de gurus como C.K. Prahalad e Stuart Hart, especialistas mundiais em negócios para a chamada base da pirâmide. Hoje, no entanto, sabe-se que são as pequenas empresas que detêm o conhecimento e a agilidade para desenvolver inovações para as populações de baixa renda. Casos de sucesso, como os do Grameen Bank, Aravind Eye Care e M-Pesa foram desenvolvidos a partir do trabalho pioneiro de empreendedores perspicazes. A busca por soluções saiu dos departamentos de inovação das multinacionais e passou para as mãos de milhares de empreendedores criativos.

Hoje, um bom empreendedor social tem à sua disposição mais possibilidades. Um relatório elaborado pelo JP Morgan em 2010 estima um potencial de investimentos da ordem de US$ 1 trilhão e oportunidades de lucros de até US$ 667 bilhões durante a próxima década para negócios destinados à população pobre nos setores de saúde, educação, moradia, saneamento e serviços financeiros.

No Brasil, o cenário promete. A população das classes C, D e E, avançou em renda e consumo. Mas ainda há problemas crônicos a serem superados. Dados sobre saúde mostram que 15% da população urbana e mais de 70% da rural não têm instalações sanitárias adequadas e 75% das pessoas dependem exclusivamente do SUS. Apenas 23% da população adulta completou o ensino médio. Este ambiente de economia fortalecida e problemas a serem resolvidos, somado à massa crítica de pessoas talentosas do país, sugere uma perspectiva otimista para o cenário de negócios de alto impacto social.

*Renato Kiyama é coordenador da Aceleradora de Impacto da Artemisia
 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Resultado de seleção dos bolsistas da IAGRAM e INEAGRO

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), torna público o presente o resultado de seleção de 10 (dez) bolsistas para atuarem na Incubadora do Agronegócio de Mossoró – IAGRAM e na Incubadora Multissetorial de empresas do Sertão do Cabugi – INEAGRO CABUGI. Confira AQUI.

Os candidatos aprovados e voluntários deverão comparecer na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, no período de 30 de abril a 4 de maio de 2012 para assinar o termos de responsabilidade e termo de Compromisso.

E devem portar consigo os documentos abaixo: 

- Cópia do comprovante de residência atualizado
- Cópia do RG 
- Cópia do CPF
- Cópia da cartão da conta corrente (Não pode ser conta poupança ou conta fácil)


Vídeo destaca potencial das energias renováveis no Brasil

Às vésperas da Rio+20, filme reúne depoimentos de especialistas no tema que questionam rumos da política energética do país

por Globo Rural On-line 
 
 
Divulgação/Projeto Agora
(Foto: Divulgação/Projeto Agora)
Às vésperas da Rio+ 20, encontro mundial que terá a geração de energia elétrica como um de seus focos e que pode estabelecer novos parâmetros mundiais de sustentabilidade, um novo filme pretende ampliar o debate sobre a questão da energia elétrica no Brasil.

Lançado pelo Projeto Agora, o vídeo reúne depoimentos de quatro especialistas em energia e sustentabilidade: o ex-ministro e pesquisador da Universidade de São Paulo José Goldemberg; Mário Veiga, da Academia Brasileira de Ciências; Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura; e Nivalde de Castro, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os depoimentos destacam o potencial das energias renováveis – em especial a biomassa – para o aumento da oferta de energia elétrica no Brasil. Segundo eles, daqui em diante será preciso produzir cada vez mais energia poluindo cada vez menos o ambiente.

Os especialistas são unânimes em afirmar que hoje não existe uma política energética no Brasil. “Temos um problema de planejamento. O governo adotou uma política de preços, uma hipótese simplista. Os leilões como são feitos hoje embaralham as várias fontes de energia,” afirma José Goldemberg.

Para Adriano Pires, o atual modelo de leilões acaba inviabilizando muitos projetos que poderiam ser interessantes para o país. “Não é realista uma fonte de energia eólica competir com gás, com biomassa ou PCH (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Não é realista fazer um leilão que mistura Nordeste, Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso é o que a gente precisa discutir de maneira sensata”, diz Pires.

O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com mais de 45% de toda a energia utilizada no país, gerada a partir de fontes renováveis.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

UFERSA prepara Programação Científica EXPOFRUIT 2012


A Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada – EXPOFRUIT – que vai para sua 16º edição está programada para acontecer no período de 13 a 15 de junho no Expocenter de Mossoró, localizado no Campus da UFERSA. O evento é multissetorial e congrega cerca de 300 estandes de Empresas de todo o Brasil, além de outros países, o que contribui para a diversidade do seu público.
A EXPOFRUIT é organizada em parceria com Universidade Federal Rural do Semi-Árido, o SEBRAE e o Cômite Executivo de Fruticultura do RN – COEX. Durante a Feira acontece exposição de equipamentos, serviços e novas tecnologias relacionados a questão da fruticultura tropical, além de uma vasta programação.
A programação científica da EXPOFRUIT é de responsabilidade da UFERSA que já começou a definir os cursos que serão oferecidos. A pró-reitora de Extensão e Cultura, coordenadora da programação científica, Ludimilla Serafim, frisa a relevância da feira para a cidade, “É importante que não só a comunidade ufersiana participe do evento, mas toda a população é convidada”, afirma.
Estão previstas dentro da programação científica mini-cursos sobre a cultura do mamão, técnicas de pós-colheita, técnicas para aplicação de defensivos agrícolas, empreendedorismo e negócios, boas práticas de cultivo para frutas tropicais, e georeferenciamento. Também vão ser oferecidas diversas palestras sobre a temática, entre elas já estão confirmadas três: Inovação Tecnológica, Direito Ambiental: Entraves e Desafios e, Oportunidades de Estágio em Agronomia no Exterior.
As inscrições para participar do evento científico darão início na próxima semana e poderão ser efetuadas na sala da PROEC, localizada no prédio do CTARN.

Por Portal UFERSA