quinta-feira, 21 de julho de 2011

ANPROTEC divulga balanço de incubadoras no Brasil


Ao longo dos 20 anos de existência da ANPROTEC, o movimento de incubadoras tem se dedicado de maneira desprendida e comprometida com o processo de desenvolvimento do País por meio da promoção do empreendedorismo inovador. 

Esta contribuição, como podemos ver a seguir, tem vindo na forma de novas empresas criadas, geração de empregos, desenvolvimento de novas tecnologias e criação de estratégias para promoção de desenvolvimento regional e setorial. 

Os dados do movimento, divulgados pela ANPROTEC, são:
  • Mais de 40% das Universidades Federais do País contam com uma incubadora;
  • 88% das incubadoras priorizam o desenvolvimento econômico regional;
  • 97% das incubadoras priorizam o incentivo ao empreendedorismo;
  • 33% dos CEFETs possuem uma incubadora;
  • Mais de 7.000 participantes nas 17 edições do Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas;
  • 33% dos finalistas do Prêmio de Inovação Tecnológica da FINEP nos últimos 3 anos nas categorias "produto", "processo" e "pequena empresa" nasceram em incubadoras;
  • 64% dos municípios com menos de 1 milhão e mais de 300 mil habitantes possuem uma Incubadora e/ou Parque Tecnológico;
  • 45 publicações lançadas na área de incubadoras, parques e empreendedorismo inovador;
  • 84% das incubadoras priorizam a geração de empregos;
  • 60 cursos e 50 encontros/Workshops envolvendo mais de 10.000 participações;
  • 72% das incubadoras priorizam o desenvolvimento tecnológico;
  • 20% dos municípios com mais de 50 mil e menos de 300 mil habitantes possuem uma incubadora e/ou parque tecnológico;
  • 40% dos finalistas do Prêmio de Inovação Tecnológica da FINEP nos últimos 3 anos nas categorias "Instituição de C&T e Instituição Social" possuem uma incubadora de empresas;
  • 100% dos municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes possui uma incubadora e/ou parque tecnológico;
  • O tamanho médio de equipe das incubadoras é igual a 5;
  • 300.000 horas/homem de treinamento Seminário/Workshop;
  • Tempo médio de incubação é de 4 anos;
  • Mais de 40% dos colaboradores com nível superior;
  • Existem cerca de 400 incubadoras no Brasil;
  • 25 Unidades de Federação possuem incubadoras;
  • 10 Parques Tecnológicos em operação;
  • Cerca de 1.500 empresas graduadas;
  • Empresas de incubadoras geram cerca de 33 mil postos de trabalho direto;
  • 16 das 20 melhores universidades públicas do país contam  com incubadoras de empresas e 11 estão vinculadas a projetos de Parques Tecnológicos;
  • Mais de 40 Projetos de Parques Tecnológicos em desenvolvimento;
  • Taxa de mortalidade das empresas está abaixo de 20%;
  • Mais de 6.300 empresas vinculadas a incubadoras;
  • 2.800 empresas incubadas e mais de 2.000 empresas associadas;
  • Cerca de 150 empresas nos parques;
  • Faturamento estimado das empresas graduadas em incubadoras é de R$ 1,6 bilhões;
  • Recursos públicos ou de entidades parceiras aplicadas nas incubadoras e parques ao longo de 20 anos é de aproximadamente R$ 150 milhões (cerca de 35% do custo do movimento em 20 anos);
  • Custo de implantação e operação aproximado das incubadoras e parques ao longo ods últimos 20 anos é de R$ 430 milhões.   
      
    Fonte: Revista ANPROTEC

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O que é uma empresa Junior?

Uma empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos e com fins educacionais formada exclusivamente por alunos do ensino superior ou Técnico.

As empresas juniores são criadas por alunos de graduação ou técnica de uma instituição de ensino superior cursos de graduação ou a cursos Técnicos. A gestão de uma EJ, sigla para Empresa Júnior, é feita pelos próprios alunos. A empresa júnior não constitui em si uma pessoa jurídica específica. No Brasil as empresas juniores de forma associada tem buscado um entendimento de que a EJ estaria mais próxima de ser uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.

O objetivo primeiro das empresas juniores é promover a melhor experiência de mercado aos alunos graduandos na instituição à qual ela é vinculada. Por esse objetivo entende-se fomentar o crescimento pessoal e profissional do aluno membro, por meio do oferecimento de serviços de qualidade e a baixo custo ao mercado. Dessa forma, além de atingir seu próprio objetivo, as EJs contribuem para o desenvolvimento do empreendedorismo em sua região. Em alta escala, o Movimento das Empresas Juniores (MEJ) contribui com uma importante parcela no desenvolvimento empresarial e econômico do país.

As EJ se enquadram no terceiro setor da economia, pois estão enquadrados no setor privado (portanto não são do Primeiro Setor) e não têm por fim último o lucro (excluindo-se do Segundo Setor). Dessa forma, acabam por ter reduzidos custos operacionais e de tributação, podendo oferecer serviços de qualidade a um custo baixo. As EJ atendem principalmente o mercado das micro e pequenas empresas, que costumeiramente não tem acesso a consultoria sênior quando enfrentam grandes dificuldades de gestão.

A fim de garantir um excelente aprendizado, todo o trabalho executado pode ter o acompanhamento e a orientação de um professor da respectiva área do conhecimento, visto que esses trabalhos são prestados como consultoria a todo tipo de empresas, embora o mercado maior seja o das MPE (micro e pequenas empresas).

Ex-alunos que passaram por empresas juniores contam com diferencial de conhecer o mercado, ter experiência de trabalho, conhecer a prática empreendedora e desenvolvimento de suas habilidades empresariais.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O mundo mudou, quais foram os quatro pilares do sucesso do agronegócio brasileiro?



Podemos dizer que o agronegócio brasileiro é um sucesso? Digo que sim. multiplicado por três vezes em 30 anos. Com proteínas animais acessando mercados globais e suprindo o mercado interno e, mesmo nos mais atacados, ou nos menos politicamente corretos, como o fumo, assistimos uma bela orquestração da cadeia de valor, desde a pesquisa, assistência técnica, diversificação da renda e manutenção de pequenos produtores rurais no campo, com boa qualidade de vida! O tamanho do agribusiness brasileiro é da ordem de US$500 bilhões anuais, o equivalente ao “PIB” de países como Bélgica e Suíça, e se um país fosse, estaria entre os 20 maiores do mundo.

Os dramas que temos residem hoje muito mais no pós-porteira das fazendas, do que dentro, ou no antes (o setor de tecnologia e serviços para a produção agropecuária). A famosa, insistente e recorrente infra-estrutura, escoamento, logística, impostos, defesa fitossanitária, burocracia e ingovernabilidade pela divisão de ministérios envolvidos e uma torre de babel dos órgãos públicos, é o desafio do governo Dilma. Mas, o importante é pegarmos as lições fortes que nos trouxeram até aqui e encontrar na alma a grande essência que precisamos pegar e agora “pegar pra fazer” de novo. 

Os desafios superados, que nos trouxeram até aqui e que precisam ser resgatados para o novo salto da nova década, que exige um crescimento de 40%, no mínimo, da oferta brasileira de alimentos no mundo, e tudo isso dentro dos padrões da sustentabilidade, da ética, sensorialidade e rastreabilidade; quer dizer “como manda o figurino” dos nossos clientes são resultantes das virtudes humanas, e não das suas fraquezas.

1)Auto confiança; 2) Ingenuidade; 3) Amor; 4) Heroísmo.

Brasileiros, aqui nascidos ou imigrantes, vindos das dificuldades tenebrosas do mundo, forjaram no país um caldo híbrido genético que só foi superante e revelador da vontade dessa nova raça. Esses brasileiros compreenderam suas forças, entenderam suas fraquezas, atuaram com uma visão de mundo desbravadora e valores plenos de coragem. A auto-confiança desvendando o poder de realizar no ambiente tropical, trazendo pesquisa pioneira, ensino e cumprindo o chamado do Nobel da Paz “Norman Borlaug”, que disse:
“quando o Brasil conseguir dominar as terras ruins e fracas será o maior país agrícola do planeta”. Muitos acreditaram nisso e realizaram.

Ingenuidade poderia ser entendida como fraqueza ou tolice! Mas, não. Esta ingenuidade é aquela santa. A que faz um homem e uma mulher saírem com um caminhão velho, uma lona preta e irem abrir fronteiras no Brasil que  30 anos  atrás nada produzia e que hoje significa o ponto acelerador da emergência ascendente brasileira: o Brasil Central, que virou uma alavanca “centripetal”, quer dizer, exportando para as bordas o seu progresso.

Sem uma forte dose da vitalidade infantil, da boa ingenuidade, ninguém com racionalidade faria o que foi feito. Essa ingenuidade representa inovar, adaptar-se e abraçar um ambiente mutante e, agora, o desafio é continuar a mudança e a adaptação aos novos conhecimentos da humanidade.
O amor é o mais simples e o menos explicável. Nessa jornada dos quatro pilares que nos trouxeram até aqui, vimos homens, mulheres e líderes engajando a muitos com uma atitude de amor ao que precisava ser feito.  Lembro-me dos pioneiros do plantio direto, falando para poucos, no início do que significaria o maior berço de produção de grãos em escala no mundo sob condição conservacionista. Recordo-me, ainda na Agroceres, das verdadeiras batalhas para introduzirmos no Brasil o suíno híbrido, e a genialidade do Ney Bittencourt de Araujo ao conquistar o primeiro núcleo avançado de material genético de aves, um estado da arte na genética, para ser desenvolvido a partir das realidades tropicais brasileiras, quando criamos a Agroceres Ross, nos anos 80. Espetacular Nishimura e sua família ao empreenderem recursos e riscos para termos a primeira colheitadeira de café do mundo, na Jacto do final dos anos 70. Isto só para ficarmos nestes exemplos, mas quantos outros ? Só uma atitude de amor permite tal superação.

E o heroísmo? isso representava energizar a si mesmos e aos outros em ambições justas e heróicas. Não seria o pouco, o comum, o normal. Seria uma jornada de dimensões continentais, nos trópicos do mundo.

Esses 4 pilares são aqueles que nos envolveram, nos trouxeram e são os que precisaremos reviver para a nova década. Agora em âmbitos mais sofisticados, complexos, globalizados, tecnológicos, plenos de sensores e de interatividade. Mas, os 4 pilares são oriundos das mesmas raízes. A vitória das virtudes humanas sobre as tentações da estagnação ,  da contemplação resignada, ou das opções nefastas. Estas últimas,  a única coisa que conseguem demonstrar ao longo da história, são lições insensatas e que devem ser vigilantemente identificadas pelas próprias organizações e suas categorias representativas. O mundo mudou, o novo marketing exige o “biomarketing”, a ética. E,  “para não dizer que só falei das flores”, o pessimismo como dizia Onassis “é uma doença que precisa ser veementemente combatida para podermos voltar ao trabalho o mais rápido possível”. Cada vez que vou à região das Missões no Rio Grande do Sul fico encantado e filosofo: como era possíivel  apenas três jesuítas liderarem cerca de 6 mil índios em cada redução jesuítica? Liderança, talvez seja essa a única resposta. Liderança de verdade, isso espanta o olhar sobre as impossibilidades. O impossível não existe.
 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Empreendedorismo no Brasil: uma visão otimista

Uma coisa que ouvimos de vez em quando é que é impossível empreender no Brasil. Lógico que não é fácil, mas também não é impossível! Não queremos passar aquela visão otimista de copo meio cheio. No nossa visão, o copo está totalmente cheio. Queremos muito saber a sua visão sobre o tema, estamos na torcida para gerar uma discussão bem bacana por aqui.

Alguns mitos sobre empreendedorismo no Brasil


A carga tributária é pesada demais

Até é, mas não é nada que um bom projeto não resolva. Uma coisa que precisa ficar bem clara é que os impostos são um custo variável. Ou seja, dependem do seu faturamento. Nosso sonho é um dia ter que pagar R$1 bilhão em impostos. Sabendo que os impostos diminuem sua margem, a melhor solução é criar produtos de alto valor agregado ao invés de ficar lutando para ser o mais barato. É aí que vale a pena ler o que Silvio Meira diz sobre inovação tecnológica e criar algo memorável.

Não vale a pena seguir a lei

Tudo bem que se você sair dos trilhos o BOPE não vai descer de helicoptero na sua casa logo depois. Porém, se você pretende vender sua empresa, investidores farão uma busca profunda para saber se está tudo em ordem. Nessa busca, ter pendências com a lei é uma ótima forma de arruinar o investimento. Por esse e diversos outros motivos, é melhor seguir o que He-man já dizia: “A maneira certa é a melhor maneira” (veja o vídeo).

Não há espaço para produtos inovadores no Brasil

Muito pelo contrário!
As pessoas tem mais ou menos as mesmas necessidades básicas em todos os lugares do mundo (vide a pirâmide de Maslow). Mesmo se seu produto é “avançado demais para o Brasil”, provavelmente é possível adaptar seu produto à realidade local e colher ótimos frutos. Recomendo o artigo: Startups brasileiras: podem até copiar, mas evoluam.

Não existe ensino de empreendedorismo no Brasil

Faça uma busca por “aula empreendedorismo” no Twitter (aqui) e veja quantas menções existem. Isso se deve a um projeto muito bacana para inserir empreendedorismo nas salas de aula. Lógico que não é algo presente em todas as escolas e faculdades do país, mas já é um avanço gigantesco. Parabéns pra Ludmilla Figueiredo e ao pessoal da Endeavor pelo projeto!

Não existem políticas de financiamento ao empreendedorismo no Brasil

Não apenas existem, como de vez em quando o dinheiro não é totalmente investido por falta de bons projetos. Vale a pena conferir alguns financiamentos do governo (aqui), apoios do Sebrae (aqui) e os famosos fundos de capital de risco (algumas dicas). De qualquer forma, vale a pena lembrar que o melhor investimento inicial são as primeiras vendas. Comece a vender antes de sair caçando dinheiro dos outros.


Não temos exemplos de empreendedores de tecnologia bem sucedidos no Brasil

Tudo bem que os homens mais ricos do país não sairam de uma garagem e criaram tecnologias que revolucionaram o mundo. Porém, existem ótimos casos de empresas brasileiras para mostrar que é possível criar uma empresa inovadora sem precisar de milhões de reais de investimento inicial.

Meus exemplos preferidos são: Camiseteria, Videolog e iMasters.

Conclusão

Nem no Brasil nem em qualquer lugar do mundo vai existir um ambiente mágico em que uma ideia se transforma em dinheiro do dia pra noite. Portanto, a melhor coisa a fazer é conhecer a realidade brasileira, aproveitar as oportunidades que existem e mãos à obra!
Ao invés de ser pessimista e ficar só reclamando sobre isso ou aquilo, é muito melhor fazer o possível para melhorar a realidade. Acredite, fazer o possível pode te levar muito além do que você imagina.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AQUABIO E IAGRAM INICIAM CONVERSAS PARA INCUBAR O SIBRAP


Realizou-se  nas dependências do Campus da UFERSA, reunião entre o Diretor da Aquabio Agro-Industrial, Sr. Guilherme Neto e o Coordenador  Executivo da Incubadora do Agronegócio de Mossoró – IAGRAM, Giorgio Mendes Ribeiro, com a intermediação do Prof. Ivanilson Maia, onde foram discutidas as possibilidades de incubação do Projeto SIBRAP – Sistema Brasileiro de Rastreabilidade em Pescado. Na oportunidade a Empresa Aquabio comprometeu-se a efetuar a 1ª rastreabilidade de pescado em lote de peixes produzidos pela AQUAPO – Associação dos Aquicultores de Apodi-RN, Associação também incubada pela IAGRAM.

Entre os vários assuntos abordados, o Coordenador da IAGRAM, Giorgio Mendes,  ressaltou a importância da incubação das empresas pela IAGRAM, em que, ao fazer parte dessa modalidade todas as empresas terão disponibilizadas assessorias  técnica e administrativa essenciais ao desenvolvimento inicial do empreendimento. Somando-se a tudo isso o fato de ter como vitrine a idoneidade e respeitabilidade da UFERSA – Universidade Federal Rural do Semi-Árido.



Por: Guilherme Neto.