terça-feira, 29 de novembro de 2011

Melão de Mossoró ganha selo de reconhecimento internacional

melao_2O melão mossoroense conseguiu o que o presidente do Comitê Executivo de Fitossanidade (Coex), Segundo de Paula, chamou de "marco fundamental da fruticultura", e não só da potiguar, mas da brasileira: a oficialização da Indicação Geográfica (IG) da fruta, que vai criar o selo "Melão de Mossoró" e que atesta a qualidade do produto em âmbito internacional. Além do Coex, trabalharam para viabilizar o projeto o Sebrae e o Governo do Estado. A oficialização da IG para a fruta potiguar ocorreu ontem (28) no Rio de Janeiro.

"A expressão 'Melão de Mossoró' vai ser reconhecida no mundo inteiro. Esse selo é exclusivo e se torna uma referência. Por trás dele, há toda uma história que dá sustentação à garantia de qualidade do produto. É o que acontece, por exemplo, com a champagne da França e a laranja da Espanha", compara o presidente do Coex. A fruticultura local, conta ele, vê no selo a concretização de uma luta que já durava quatro anos. "É a realização de um sonho, porque muitas vezes o produto tem qualidade e não tem referência".

A empolgação é justificável. De acordo com o livro "Valorização de Produtos com Diferenças de Qualidade e Identidade", publicado em 2009 e editado pelo Sebrae, a IG protege economias e produtos regionais que, sem identificação específica, sofrem a concorrência de artigos semelhantes, vendidos como o mesmo nome, mas com outras origens e outros processos. Junto a essa situação, o melão mossoroense enfrenta um período difícil, pois seu principal comprador, a Europa, passa por grave crise econômica e anda sem previsão de melhora.

A IG também pode melhorar o preço da fruta - visto que a valoriza - e dar novo fôlego ao mercado local, que, conforme Segundo de Paula, está com os valores congelados desde 2007. "Nós temos amargado preços muito baixos na Europa e há uma preocupação porque sabemos que lá a crise está muito forte e vem se agravando. Para se ter ideia, o nosso preço está o mesmo desde o final de 2007, e sobe frete, sobe mão de obra, sobe insumos, sobe tudo. Por isso, essa (oficialização da IG) é uma alternativa para se galgar mais espaço financeiro", explica.

Fruticultura mossoroense quer atrair novos mercados e diversificar culturas

Ao processo de reconhecimento da IG do melão de Mossoró, a fruticultura mossoroense luta por seu crescimento com um objetivo claro: a diversificação. Isso abrange tanto a busca por novos mercados quanto o teste de novas culturas no Rio Grande do Norte. No exterior, Mossoró quer conquistar o mercado norte-americano e, no interior, luta, junto com Ceará, Bahia e Pernambuco, barrar a concorrência pesada que atualmente exercem os produtos do Chile e da China.

"Nós vamos também abrir o mercado lá fora, como nos Estados Unidos. Sabemos que não é rápido, mas é importante buscar alternativas, não ficar só com o mercado europeu. Também há um projeto de valorização da fruta no mercado interno. É uma proposta de valorização de marketing de promover as frutas brasileiras dentro do próprio país", adianta Segundo de Paula. Ele diz ainda que todas essas propostas têm o apoio do Ministério da Agricultura.

Além disso, os produtores mossoroenses querem agregar outros produtos à marca do melão, uma incontestável referência local. Estão atualmente em testes a produção de uma cachaça a partir do melão e as culturas de maçã e pêra. "Junto ao Sebrae, estamos elaborando também um projeto chamado 'Alternativas para a fruticultura'. Estamos trabalhando a cachaça do melão, que já é uma realidade e está em fase bem avançada, e buscamos também a diversificação de culturas, como a produção de maçã e pêra, que está em fase de testes tanto na região de Mossoró como na de Natal", completa.

Fonte: Jornal O Mossoroense

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Método de reciclagem transforma partículas sólidas da água em papel

Médico israelense criou sistema para aproveitar as partículas sólidas presentes na água descartada das casas

O médico israelense Rafi Aharon garante que pode transformar a água residual das casas em papel. Aharon desenvolveu um método para aproveitar as partículas sólidas presentes na água das residências urbanas e que, geralmente, ficam retidas nos filtros das plantas de Israel.

 ShutterstockSegundo o israelense, cerca de 0,10% das águas que saem das casas são compostas por material sólido e que, apesar de ser um percentual pequeno, é rico em celulose – geralmente proveniente de alimentos e também do papel higiênico. "Não há nenhuma razão para não fazer essa reciclagem, da mesma forma que fazemos com o plástico", afirmou ele ao jornal Yedioth Ahronoth.
A engenhosa ideia de Aharon além de contribuir com o meio ambiente ajuda a baratear o preço da água, já que reduz pela metade o material sólido na água e possibilita reduzir a quantidade de eletricidade e produtos químicos para descontaminá-la. 

As empresas de papel também podem sair ganhando com isso, pois poderão comprar os restos de celulose a um preço inferior ao do papel reciclado comum. O sistema já foi implementado em no sul de Israel. 

Por Globo Rural On-line com informações da Agência EFE 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Governo apresenta programa para empreendedorismo em Dezembro


OJE/Lusa

O Governo vai apresentar no início de Dezembro o programa nacional para o empreendedorismo e inovação que visa a dinamização da inovação e ligação da investigação ao desenvolvimento da economia, anunciou hoje o secretário de Estado do Empreendedorismo, Carlos Oliveira.

"É um programa chapéu, desenvolvido com a ajuda da sociedade civil, que aposta acima de tudo na ampliação das competências, dinamização da inovação e ligação da investigação ao desenvolvimento da economia", disse Carlos Oliveira, no segundo dia do 21.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

O secretário de Estado frisou que um dos vectores deste programa é o "estímulo ao empreendedorismo", nomeadamente "empreendedorismo mais social e local, quase como geração de autoemprego" e "empreendedorismo qualificado".

"O nosso desafio é como passamos de empresas que facturam um, dois, três milhões de euros para outras com facturação de 10 milhões de euros", sublinhou Carlos Oliveira, explicando que o programa "será de médio e longo prazo" e pretende ainda "alinhar os programas de financiamento".

No painel sobre "Inovação e Produtividade", o secretário de Estado destacou a importância da existência de uma "cooperação estratégica entre empresas e sectores", pelas dinâmicas "muito importantes" que gera na economia portuguesa.

"As grandes empresas têm de ajudar de uma vez por todas as pequenas empresas, assim como empresas como a Microsoft e a Cisco [têm obrigação de] ajudar as empresas portuguesas. O Governo tem também este objectivo de encontrar modelos de cooperação para alertar para o valor acrescentado que isto pode significar", afirmou.

Carlos Oliveira frisou ainda que a aposta na internacionalização das empresas portuguesas "é fundamental" e que "este é um momento para muitas se refundarem e tornarem mais competitivas".
 
Fonte: http://www.oje.pt/