quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Trabalhadoras rurais inovam com árvore de Natal de Saches de Mel

Na associação de Apicultores da Serra do Mel, a Apismel, as mulheres estão trabalhando quase que exclusivamente para produzir artigos para as festas de fim de ano. São sabonetes à base de mel em formatos que remetem à data. Porém um adereço em especial está chamando atenção pela beleza e originalidade.

Os saches de mel produzidos aqui, viraram matéria prima para árvores natalinas. De acordo com Vilma Félix, a ideia surgiu a partir de um treinamento realizado pela Incubadora Agroindustrial de Mossoró, a Iagram. “Essa ideia vai ajudar a dar uma renda a mais neste final de ano”, afirma.

Depois da capacitação elas passaram a vender a árvore em feiras e por encomenda. Na Vila Ceará o grupo de 39 mulheres trabalhadoras rurais produz as árvores que são comercializadas a partir de 25 reais. Para incrementar e agregar ainda mais valor ao trabalho, elas utilizam a criatividade e empregam a mesma técnica, porém com novas matérias primas, como as balas de morango. Apenas cinco delas aprenderam a técnica que hoje é repassada para as demais mulheres.

“Para a gente foi muito bom porque agregou ainda mais valor ao nosso produto. E a gente espera vender bastante neste fim de ano, pois muitas pessoas já estão procurando”, conta Antônia Marinho, presidente da associação de mulheres da Vila Ceará. Somente este ano foram produzidas 86 toneladas de mel no município. Aproveitar essa fartura foi a maneira encontrada pelos moradores para valorizar esse produto que vem ganhando destaque nos últimos anos.

 

 ”Depois que a Apismel foi criada as coisas só tem melhorado para os apicultores. Antes a gente não tinha nem como repassar o mel produzido. E agora a gente consegue fabricar até outros produtos derivados do mel”, conta José Hélio, presidente da Apismel. 

Além de uma excelente e lucrativa fonte de renda, para as mulheres o novo trabalho significa ter mais autonomia e ocupar o tempo ocioso com uma atividade divertida. “É muito bom porque a gente passa o tempo, além de dar um dinheirinho”. Diz Zuleide de Souza. Já Elinete Moreira, que integra o grupo há cerca de um ano, acredita que o trabalho é uma forma de garantir mais autonomia para o trabalho das mulheres. “Hoje a gente tem trabalho e renda e isso é muito bom”, Elinete Moreira. 

Fonte: O câmera

 

Roteiros rurais impulsionarão atividade turística no Oeste do RN

O Sebrae-RN lançará, nesta quinta-feira (8), o Roteiro de Turismo Rural, projeto que beneficiará oito localidades e cinco empresas que atuam em vários setores econômicos do Oeste.

Sandra Monteiro

Comunidades rurais e praieiras de quatro municípios da região Oeste do Rio Grande do Norte iniciarão uma nova fase no aproveitamento da atividade turística como forma de diversificar e multiplicar os rendimentos de seus negócios. O Sebrae-RN lançará, nesta quinta-feira (8), o Roteiro de Turismo Rural, projeto que beneficiará oito localidades e cinco empresas que atuam nos setores salineiro, agronegócio e fruticultura com a criação de dois novos destinos turísticos. O lançamento ocorrerá às 19h, no escritório Regional do Oeste, em Mossoró.

O município de Mossoró, que já atua fortemente nos segmentos do turismo de eventos e de negócio, será o ponto de partida para os dois roteiros, e terá como principal atrativo o Corredor Cultural. Um dos roteiros inclui ainda visitas a localidades de Tibau, com destaque para as áreas de areia colorida e o mar, assim como as empresas Frumel e o Mel Boa Fé, localizadas em comunidades rurais, onde os visitantes conhecerão a produção do melão e do mel de abelha, respectivamente.

O segundo destino turístico tem como principais atrações a produção de castanha e mel do município de Serra do Mel, salinas em Areia Branca, e conta ainda passeios à Praia de Ponta do Mel. Para a gestora de Turismo do Sebrae-RN, Daniella Tinôco, a criação dos roteiros turísticos incluindo atividades rurais, além de permitir novas possibilidades de exploração da atividade turística na região, promoverá mais oportunidades de negócios para empresas e localidades visitadas.

“Os novos destinados vão permitir que os visitantes conheçam lugares que desejavam conhecer, mas que antes não tinham a oportunidade, por falta de um roteiro. Além disso, as pessoas envolvidas no processo, como produtores rurais e empresários, poderão aumentar seus lucros com a cobrança pela visitação e venda de produtos”, observa. Para garantir resultados eficientes, o Sebrae-RN realizou consultorias e capacitações junto aos empresários e produtores rurais. A intenção, ainda de acordo com a gestora, é realizar um acompanhamento dos resultados durante os próximos doze meses.

Estes são os primeiros roteiros turísticos que incluem a atividade rural como destino na região Oeste. A ação faz parte das atividades previstas dentro do Projeto Sebrae no Território da Cidadania Açu-Mossoró, que integra um total de 13 municípios. Material informativo acerca dos roteiros turísticos rurais, contendo destinos e principais atrações, será distribuído em agências de viagens e receptivos. 

Últimos dias para doação na campanha “Natal Rural”


Os servidores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido e das demais entidades parceiras da Incubadora do Agronegócio de Mossoró – IAGRAM – têm até o próximo dia 16 de dezembro, para participar da campanha filantrópica “Natal Rural da IAGRAM”. Para isso, basta doar brinquedos que serão destinados a crianças carentes das comunidades rurais.

Segundo o coordenador da IAGRAM, Giorgio Mendes, a Incubadora cadastrou oito entidades para receber as doações. São elas: Assentamento Jurema, Comunidade Serra do Mel, Escola Estadual Francisca Martins de Souza (UFERSA), Comunidade Camuri, CRAS Bom Jesus, Comunidade Rural do Apodi, Comunidade de Pau Branco e Favela Tranquilim.

“Desde já agradecemos a colaboração das pessoas que estão sensibilizadas com a campanha, bem como a UFERSA, a 12ª DIRED, o SEBRAE, a Fundação Guimarães, ao Blog Carlos Escóssia e a Edmilson Serigrafia e aos estudantes do PET Produção que tem dado apoio operacional na realização dessa atividade”, frisa Giorgio Mendes.

A primeira entrega vai acontecer na próxima sexta-feira, 9, durante o encerramento das atividades anuais da Escola Estadual Francisca Martins de Souza, que funciona nas dependências do campus Oeste da UFERSA Mossoró. A arrecadação dos brinquedos acontece nos setores da Universidade e na sede da IAGRAM.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mantenha seus adversários por perto. Você pode sair ganhando

Fazer amizade com os adversários é muito mais vantajoso que arriscado

Epóca Negócios Online 
 
 ShutterstockAo contrário do que se pensa, a concorrência pode gerar informações valiosas
À primeira vista pode até parecer desaconselhável ficar muito próximo da concorrência. Mas manter aqueles companheiros de fora por perto pode ser uma benção para os negócios, diz Adelaide Lancaster, co-autora de The Big Enough Company e co-fundadora de In Good Company Workplaces, empresa de consultoria para as mulheres empresárias em Nova York.

O livro, escrito com Amy Abrams, parceira de negócios de Lancaster, aponta que, ao consultar outros proprietários de empresas, mesmo (ou especialmente) que eles ofereçam produtos ou serviços semelhantes, você pode ter acesso a informações críticas para gerenciar seu próprio negócio. As dicas foram publicadas na revista Inc.

Encontrar maneiras de trabalhar junto
No mínimo, faça contato com os concorrentes para permanecer no topo das tendências da indústria. Dessa forma, você pode avaliar como o seu próprio desempenho se compara ao dos outros. Essa informação é crítica, especialmente em tempos econômicos difíceis.

Muitas vezes, essa informação pode ajudar você a descobrir oportunidades mutuamente benéficas. Por exemplo, Lancaster descobriu que vários de suas clientes que possuíam lojas de roupas para mulheres no mesmo bairro em New York City haviam começado a fazer promoção depois de enfrentar uma queda de 30% nas vendas anuais.

Defina melhor o seu mercado
Conhecer seus concorrentes pode ajudá-lo a definir melhor a proposta de seu próprio negócio. Mesmo que as empresas tenham ofertas semelhantes, muitas vezes elas diferem em seu enfoque ou propósito fundamental. Saber quais são essas distinções permitirá esclarecer aos clientes o que faz de seu negócio algo único.

Lancaster descobriu que seu relacionamento com outras redes de mulheres empresárias, por exemplo, ajudou ela e Abrams a agilizar os seus próprios serviços. Como a In Good Company Workplaces atende a clientes com as empresas já estabelecidas, ela muitas vezes indica aspirantes a empreendedores a outras redes. E muitas desses empresárias voltam para a In Good Company Workplaces quando suas empresas já estão maduras, diz ela.

É aconselhável mostrar aos concorrentes todas as suas cartas no jogo?
Embora defenda a formação de tantas conexões com a indústria quanto possível, Lancaster reconhece que alguns elos podem ser mais difíceis de forjar. Se a sua empresa depende da liderança de mercado, por exemplo, provavelmente não será viável desenvolver uma relação estreita com uma upstart que seja a pedra no seu sapato.

Mas na maioria dos casos, buscar um relacionamento com seus pares da indústria tem mais vantagens que desvantagem. “O maior desafio que vejo nos empresários com os quais trabalhamos é que eles se isolam”, diz. “Muitas vezes, eles estão reinventando a roda.”

A decisão final é sempre sua
Lancaster, contudo, faz uma ressalva: apesar do fato de que os concorrentes possam gerar informações valiosas, tome cuidado para não deixar que esses dados tenham muita influência sobre seus próprios planos.

“Você não deve traçar sua rota conforme seus concorrentes”, explica. “Você precisa obter respostas claras para isso por conta própria. Precisa pesar os dados de fora que tenha coletado, antes de tomar qualquer decisão urgente. Em última instância, suas escolhas devem ter relação com suas próprias motivações e objetivos. Siga em vez de conduzir."

Agronegócio brasileiro movimenta US$ 7,9 milhões em feira


Participação na Food Hospitality China 2011 gerou US$ 2,4 milhões em negócios. Mais US$ 5,5 milhões podem ser comercializados no próximo ano

Os 15 empresários brasileiros que participaram da exposição Food Hospitality China 2011 (FHC), realizada entre os dias 16 e 18 de novembro, em Xangai, fecharam negócios no valor de US$ 2,4 milhões durante o evento. Para os próximos doze meses, ainda como resultado da feira, a expectativa é que ainda sejam negociados US$ 5,5 milhões. As empresas que participaram do encontro tiveram a oportunidade de fortalecer a imagem de produtos brasileiros no mercado chinês, por meio de degustações de produtos nacionais, a exemplo da caipirinha, churrasco, pão de queijo, cafés, vinhos e espumantes.

A participação brasileira na FHC 2011, uma das principais feiras do setor alimentício da China, foi organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O estande de 144 m², montado e organizado pelos órgãos do governo brasileiro, recebeu a visita de representantes dos setores de alimentos e bebidas de mais de trinta países. Com o aumento do interesse pelos produtos nacionais, a expectativa dos organizadores é ampliar a participação brasileira no ano que vem.

Comércio
A China é hoje o principal importador de produtos agropecuários do Brasil. Nos últimos três anos, houve crescimento de 214% nas exportações brasileiras de produtos agropecuários para aquele país, que passaram de US$ 3,5 bilhões em 2007 para US$ 11 bilhões em 2010. O complexo soja (óleo, grão e farelo), o couro wet blue (processado), e as carnes bovina, suína e de aves são os produtos mais importantes da pauta de exportação brasileira para o país asiático.

Oportunidade
Além da FHC, a China também realiza o SIAL (Salon International del Agroalimentaire), um dos maiores eventos de alimentos e bebidas no país. O sucesso brasileiro na edição 2011 resultou em um convite para o Brasil ser o país tema do SIAL 2012. Dessa maneira, a FHC 2011 foi uma grande preparação para a SIAL do próximo ano, além de ser uma oportunidade para reforçar o trabalho feito no mercado daquele país. O mercado brasileiro de carne suína foi aberto para a China em abril deste ano, durante uma visita da presidenta Dilma Rousseff a Pequim.