terça-feira, 31 de maio de 2011

Brasil: Um gigante do agronegócio internacional

País aponta um modelo único parta gestão de fazendas no cenário global.



Um dos principais setores da economia brasileira atualmente, o agronegócio convive hoje com uma imagem que vai contra o forte papel social que desempenha. A ele é atribuída a responsabilidade por problemas relacionados a destruição do meio ambiente. O que não se percebe é que essa é uma idéia pouco fundamentada. Está nas propriedades agrícolas o sustento de boa parte da população brasileira e há inúmeras iniciativas sendo feitas para que o impacto ambiental de lavouras e propriedades agropecuárias seja sempre o menor possível. Coloca-se assim em jogo os princípios de sustentabilidade norteando uma atividade que, por sua própria história, sempre ajudou o Brasil a conhecer melhor a riqueza de seu meio ambiente e desempenhou, desde sempre, o mais relevante papel no crescimento socioeconômico da população nacional e no seu posicionamento como fundamental player do mercado internacional do setor.

Esta idéia errônea que se percebe nos discursos de muitas vozes hoje influentes no país, demonstram pouco conhecimento da realidade econômica do Brasil frente aos interesses de grandes países também produtores de alimentos e aos lobbys multinacionais que usam a bandeira verde para dar continuidade a um colonialismo disfarçado que se iniciou no descobrimento do Brasil e de suas grandes riquezas há mais de 500 anos.

Um dos principais pilares deste tipo de ideologia que embasa os discursos pelos quais o agronegócio seria o responsável pelo desmatamento de nossas florestas está também no noticiário da imprensa brasileira. Vive-se hoje em um mundo no qual a mídia é cada vez mais acessível a todos por meio de inúmeras tecnologias.

Na década de 1960, o mundo já discutia a questão da fome com atenção. Em 1968, Paul Ehrlich, um dos pensadores alinhados a Teoria Populacional de Thomas Malthus, escrevia que: “A batalha para alimentar toda a humanidade acabou. Nas próximas décadas, centenas de milhões de pessoas vão morrer de fome, apesar de qualquer plano de emergência iniciado agora. A esta altura nada pode impedir o aumento substancial da mortalidade mundial”. Tal afirmativa se dava com base em estatísticas que demonstravam que a produção de alimentos crescia em uma proporção assustadoramente menor do que o crescimento da população mundial.

Outro embasamento para as conclusões pessimistas sobre o futuro da produção mundial de alimentos está no famoso relatório "The Limits to Growth" (Os limites do crescimento). Tal material, que vendeu milhões de cópias em 30 idiomas, teve conteúdo elaborado por um grupo de cientistas de sistemas do Massachusetts Institute of Technology (o conceituado instituto de pesquisa norte-americano, MIT) e foi publicado, em 1972, pelo Clube de Roma organização sem fins lucrativos que reúne nomes ilustres do cenário europeu nas áreas de ciências, política, negócios, religião, cultura e sociedade civil, para discutir os problemas cruciais enfrentados pela humanidade. Tal relatório analisou diferentes cenários futuros, pesquisou formas de conciliar crescimento econômico e meio ambiente, porém afirmou que o mundo ficaria logo sem matérias primas para sustentar as economias dos povos, o que hoje vemos como uma previsão não confirmada.

Desde essa época até os dias de hoje, desponta no cenário internacional a mudança de postura de uma nação da América do Sul que importava de outros países praticamente todo o volume de alimentos necessários para alimentar sua população (carne, feijão, arroz etc.). Esse país era o Brasil que decidiu expandir a sua produção interna investindo em pesquisas cientificas, e não em subsídios, como é feito até hoje em muitos dos países ditos desenvolvidos.

Com esta estratégia, mudança de cultura e determinação nacional do governo em formar a capacidade produtiva agrícola brasileira, acontece o que denominamos de “A Revolução Verde”. Um gigante tropical agrícola acorda e demonstra ao mundo sua força. Entre suas estratégias nesta luta por espaço no mercado agrícola estão a pesquisa agrícola, a existência de grandes fazendas com aplicação interna de capitais e abertura de mercado, novas práticas de manejo, e, em especial, um povo empreendedor que começa a adotar e a demonstrar ao mundo um modelo de gestão de fazendas único no cenário global.
Este modelo é baseado em fazendas altamente produtivas, sem grandes subsídios estatais - ao contrário do que ocorre em boa parte dos países europeus e nos EUA -, e é mais adaptado a funcionar em países pobres como os de continentes africano e asiático. O modelo se mostrou eficiente e, em pouco mais de 30 anos, o Brasil se tornou o maior produtor e exportador de grãos, fibras e carnes do mundo – um dos temas que é abordado agora pela academia em cursos, como por exemplo, o MBA Business Intution e Agronegócios, em que leciono na Antonio Meneghetti Faculdade e que vem demonstrando o grande interesse do empresariado do agronegócio brasileiro em aprofundar seu conhecimento acadêmico sobre o tema.

Professor da Univasf lança revista em quadrinhos sobre empreendedorismo



O professor do colegiado de Administração da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Deranor Gomes de Oliveira, lançou o primeiro número da revista em quadrinhos “Jovens Empreendedores”. A ação faz parte do projeto de extensão “Educação Empreendedora: Desenvolvendo o protagonismo infanto-juvenil através do empreendedorismo social”, implantado nas séries do ensino fundamental da rede municipal de Juazeiro. O local escolhido para o lançamento oficial da revista, que aconteceu no dia 10 de maio, foi a Escola Municipal Mandacaru, no bairro Jardim Primavera.


Ao todo, cinco mil exemplares da revista foram distribuídos em 29 escolas da sede e do interior para estudantes do 6º ao 9º ano. No primeiro número, o autoconhecimento social dos alunos foi trabalhado através de histórias, atividades e desafios para fixar temas como cooperação, cidadania, geração de renda, desenvolvimento de habilidades empreendedoras sobre negociação, competitividade, identificação de oportunidades, entre outros.

O projeto foi implantado em 2008 e conta com a parceria da Secretaria de Educação de Juazeiro (Seduc). A iniciativa também envolve a capacitação de professores de empreendedorismo do município. De acordo com o coordenador do projeto, em torno de 180 professores já participaram de oficinas que auxiliam o profissional a despertar no aluno a formação de objetivos e metas, elevando sua autoestima.

Até agosto, outros três números da revista devem ser lançados com temáticas sobre o empreendedorismo social, economia pessoal, o valor da educação e o empreendedorismo de negócio. Segundo Deranor, “a idéia de lançar a primeira revista em quadrinhos da região voltada para o ensino do empreendedorismo é desenvolver ações em que os alunos aprendam fazendo. Estamos formando cidadãos com capacidade de projetar futuros e organizar estratégias para realizar sonhos”.

Boa alimentação ajuda na gestação de ovinos

Cuidados com nutrientes e higienização do local diminuem riscos de distúrbios na maternidade e ocorrência de enfermidades, como verminoses e micoses.

Kamila Pitombeira
30/05/2011


Um dos principais cuidados com ovelhas gestantes é a alimentação. Porém, muitos produtores deixam a desejar nesse quesito, principal responsável pelo bom desenvolvimento do feto e a consequente boa produtividade. O bom manejo de ovelhas gestantes foi um dos temas abordados no sétimo Congresso Brasileiro da Raça Santa Inês, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio em Maceió, no Estado de Alagoas. Segundo Carla Fabrícia Cordeiro, professora de Zootecnia do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), o manejo deve ser feito de forma bem cuidadosa e o produtor deve estar atento ao período gestacional. Ela diz que a gestação dura 150 dias, em média, e nos últimos 50 dias de gestação, as ovelhas requerem mais atenção, pois é quando cerca de 70% do feto é formado.

Nos 100 primeiros dias, a alimentação é normal, pois ela não precisa de tantos elementos energéticos. Já no final da gestação, é preciso voltar uma atenção especial para essas ovelhas, já que elas começam a gerar os 70% da produção fetal. Além disso, as ovelhas podem ter gestação de um animal, de duplos ou triplos. Portanto, se o produtor se descuidar dessa atenção, elas podem sofrer distúrbios metabólicos, como a toxemia da gestação, ou seja, a falta de energia no organismo do animal, necessária para produzir o restante do feto — explica a professora.

Além disso, antes da gestação, ela afirma que é preciso ter cuidados com o escore corporal, ou seja, o estado corporal no qual o animal se encontra. Portanto, a ovelha não pode estar nem obesa, nem muito magra, o que pode contribuir também para o distúrbio metabólico.

Mas, de acordo com Carla, não é apenas na etapa de gestação que os cuidados são importantes. Os animais precisam estar em um local bem higienizado e desinfetado para evitar índices maiores de ocorrência de enfermidades, como verminoses, micoses e doenças de pele. Além disso, o cordeiro precisa nascer em um ambiente preparado.

— Um bom manejo das ovelhas pode proporcionar o sucesso da criação ao produtor. Todas essas preocupações com o manejo visam buscar maior lucratividade da criação. Quando o produtor se descuida das pequenas coisas, pode provocar grandes prejuízos — avisa.

Para a professora, um dos principais erros cometidos pelos produtores é a alimentação inadequada dos animais. Segundo ela, muitos deles não adotam o Flushing, que é uma suplementação destinada tanto para o final da gestação, para que a ovelha possa produzir 70% do feto, quanto para a recuperação, quando essas ovelhas têm o escore corporal um pouco abaixo do ideal para a fase de reprodução.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Peixe Certo


"Portugal é o terceiro maior consumidor de pescado do mundo. Em média, cada português consome 57 quilos de peixe por ano, superado apenas pelos consumos verificados na Islândia e no Japão. Este elevado consumo de peixe, aumenta necessariamente as nossas preocupações e responsabilidade ao nível da sustentabilidade das espécies pescadas capturadas. Nesse sentido, a Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (EMAM), tutelada pelo Ministério da Defesa Nacional, em parceria com os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP) e do Ambiente e do Ordenamento do Território MAOT) produziram réguas com informação relativa ao tamanho mínimo legal de captura das espécies de pescado mais consumidas em Portugal, de acordo com a legislação aplicável. Desta forma, o consumidor poderá comprar e consumir estes alimentos, de forma mais consciente, contribuindo para a sustentabilidade da biodiversidade marinha e combate à pesca ilegal."

Fonte: Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar





IAGRAM aposta na automação em sistemas de irrigação




Com o objetivo de promover a inovação em suas empresas, a Incubadora do Agronegócio de Mossoró da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, estuda a proposta de oferecer um novo produto para produtores da região oeste. A ideia é automatizar sistemas de irrigação. O projeto está sendo viabilizado por meio da SETUP, uma das empresas incubadas pela IAGRAM.


Para implementação da proposta, a IAGRAM conta com o apoio do professor do curso de Engenharia de Produção da UFERSA, André Pedro Fernandes Neto, e do consultor em tecnologia de informação, Adevaldo Buiati. Além disso, a Incubadora conta também com a participação do professor Drº em Irrigação e drenagem, José Francismar de Medeiros, do Departamento de Ciências Ambientais, que fornecerá as informações técnicas necessárias para o projeto.

 

 
Segundo o professor André Pedro, a proposta é viável uma vez que já existe no mercado equipamentos que possibilitam a irrigação automática a partir da necessidade hídrica da cultura. Já o consultor Buiati considera a ideia inovadora. “Esse projeto tem tudo para dar certo, tendo em vista que a IAGRAM pode contar com profissionais habilitados da UFERSA”, finaliza.


A proposta de inovação foi concebida depois de um encontro que envolveu o gerente operacional da Incubadora, Giorgio Mendes, a diretora de projetos da SETUP, Adriana Guimarães, os professores da UFERSA André Fernandes e José Francismar, e ainda o consultor e gestor de empresas, Adevaldo Buiati.