quinta-feira, 31 de maio de 2012

Espaço Agrosabor apresentará novidades na Expofruit

Além dos já tradicionais restaurantes mossoroenses, o Agrosabor abrirá espaço para que empreendimentos inseridos nos Territórios da Cidadania, coordenado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte.

Sandra Monteiro

Consolidado com a proposta de promover a união em torno da ideia que alia negócios, gastronomia e entretenimento, o Espaço Agrosabor apresentará novidades este ano. Além dos já tradicionais restaurantes mossoroenses, o Agrosabor abrirá espaço para que empreendimentos inseridos nos Territórios da Cidadania, coordenados pelo Sebrae  no Rio Grande do Norte, também participem da iniciativa. Representantes de Pau dos Ferros e Tibau estão entre os selecionados. O Agrosabor ocorrerá de 13 a 15 de junho dentro da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada - Expofruit 2012, funcionando das 18h a meia noite, no Campus da UFERSA, em Mossoró.

Ao todo, quatro restaurantes integram o Espaço Agrosabor. La Goccia Blu e Maison Gastronomia (Mossoró), Água na Boca (Pau dos Ferros) e Beijo Mar (Tibau) oferecerão ao público da feira, pratos elaborados que levam em sua composição frutas típicas da região. As receitas, desenvolvidas pelo chef Eugênio Cantídio, especialmente para o evento, custarão R$ 12,00 por degustação. Posteriormente os pratos serão inseridos nos cardápios dos respectivos restaurantes.

Outra novidade servirá de atrativo para o Espaço Agrosabor. Trata-se do Espaço Mis, que além de oferecer diversas opções gastronômicas, como saladas, sobremesas e sucos exóticos, foi desenvolvido com a ideia de estimular novas oportunidades de negócio para os visitantes.

De acordo com a coordenadora do Agrosabor, Sergina Fernandes, o Espaço Mis servirá de vitrine para mostrar que é possível desenvolver um negócio lucrativo tendo como base a utilização de matéria prima local, como as frutas. “Estaremos mostrando que é possível sempre inovar utilizando frutas, criando alimentos diferenciados, como os sucos deliciosos misturando frutas diferentes. Teremos no espaço Mis diversas oportunidades de negócio e queremos que as pessoas vejam ali uma forma de lucrar num negócio futuro ou já existente”, explica.

O Espaço Agrosabor, instalado numa área com 500 metros quadrados, abrigará ainda um bar e um palco onde ocorrerão as apresentações musicais durante os três dias de evento. Este é o quinto ano que o Sebrae-RN disponibiliza o espaço, onde será atendida uma média de 500 pessoas ao dia, conforme expectativa dos organizadores da festa. 


Curso Gestão Empresarial com inscrições encerradas

A grande procura pelo curso de Gestão Empresarial, a ser realizado na próxima semana, pela Incubadora do Agronegócio de Mossoró e Universidade Federal Rural do Semi-Árido, levou a coordenação da IAGRAM encerrar as inscrições. “O curso superou todas as expectativas, tanto que tivemos que abrir mais uma turma”, adiantou Giorgio Mendes, coordenador da IAGRAM. Agora, são duas turmas, uma na terça-feira, dia 5, e a outra na quarta-feira, 6. Os candidatos inscritos vão receber por e-mail, em que turma vão ficar.

Com carga horária de 8 horas, manhã e tarde, o Curso de Gestão Empresarial vai acontecer na sala de treinamento da IAGRAM, no Campus Leste da UFERSA Mossoró. A Incubara oferece 60 vagas, sendo 30 por turma. Os participantes terão direito a certificado.

Durante o curso, adianta o coordenador da IAGRAM Giorgio Mendes, serão apresentados os principais conceitos na área de gestão empresarial. “O nosso objetivo é formar e aperfeiçoar mão de obra na área de gestão e competitividade de organizações”, frisa Giorgio, acrescentando que no curso serão abordados os aspectos relacionados à modelagem de custos, preços e lucros voltados para gestão empresarial.

O curso será ministrado pelos professores Breno Barros Telles do Carmo e Abrão Freires Saraiva Júnior, ambos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Ainda segundo Giorgio Mendes, essa atividade de extensão desenvolvida pela IAGRAM/UFERSA, vem suprir a necessidade de formação de capital humano não apenas nos empreendimentos incubados, bem como junto as organizações parceiras da IAGRAM. “Nossa intenção é formar pessoal para assumir funções gerenciais”, resumiu.

Portal UFERSA

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Desafios aumentam a produtividade no trabalho, revela pesquisa

Profissionais com até 30 anos trabalham mais e melhor quando são desafiados 

 As empresas que estimulam seus profissionais com novos desafios estão no caminho certo. É o que revela recente levantamento realizado pela Page Personnel, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado em profissionais de suporte à gestão e primeira gerência. O estudo mostra que os profissionais com até 30 anos trabalham mais e melhor quando são desafiados.  
A pesquisa foi realizada em abril deste ano com 200 profissionais de São Paulo e Rio de Janeiro. Participaram do levantamento analistas, coordenadores e jovens gestores de diversos setores de 20 a 30 anos. “Os desafios apresentados em um ambiente organizacional podem gerar uma série de conseqüências na evolução de um profissional, que podem ser positivas ou negativas”, afirma Danilo Castro, diretor executivo da Page Personnel.

“Isto depende muito da maneira com que o profissional encara a situação”, diz. “Se o profissional escolher sair de sua zona de conforto e buscar desenvolvimento em todos os novos aspectos relacionados a esses desafios, se adaptando às mudanças e buscando as melhores estratégias para solucionar possíveis problemas, as chances de que ele se motive e busque aprender cada vez mais são ainda maiores”, completa o executivo.

A pesquisa procurou entender quais são os motivos que mais estimulam os funcionários das organizações a trabalhar mais e melhor. Os projetos e desafios capazes de desenvolver cada um profissionalmente são os fatores que mais motivam os trabalhadores, alcançando 42.2% das respostas. A paixão pelo trabalho realizado foi escolhida por 21,6% dos profissionais entrevistados como o motivo de maior realização no trabalho. “Quando a pessoa trabalha com algo pela qual não se interessa, há grande chance desse trabalho não ser realizado com a qualidade necessária, o que causa impactos negativos para os resultados da companhia”, afirma Danilo.

Ser desafiado pelo chefe por críticas construtivas e trabalhar em um ambiente competitivo são duas opções que não foram selecionadas por nenhum dos entrevistados como motivo de estímulo no ambiente de trabalho. Segundo Danilo Castro, a nova geração “leva a qualidade de vida muito em conta quando avalia seu dia-a-dia de trabalho, e o ambiente corporativo conta muito nesse aspecto”.

A Page Personnel foi fundada há 17 anos como empresa do Grupo Michael Page responsável pelo recrutamento de profissionais técnicos e de suporte à gestão. Possui quatro escritórios no Brasil e responde por 30% do resultado do Grupo no país, com as unidades Page Personnel, Page PCD (Pessoas com deficiência), Page Talent (Estágios e Trainees) e Page Personnel Interim (Temporários e Terceiros).


Revista Incorporativa 

Cooperativismo, passado e presente

Nos últimos dias 18 e 19 de maio, o Presidente Barack Obama foi o anfitrião da reunião do G-8 nos Estados Unidos. Um dos itens mais importantes da agenda foi a segurança alimentar. Exatamente dez dias depois, de 29 de maio a 2 de junho, as Nações Unidas  consolidaram as negociações da Rio + 20.  Em ambas as reuniões, o cooperativismo mereceria figurar no centro das discussões, já que, durante mais de um século e meio, vem promovendo, em todo o mundo, uma verdadeira revolução, tendo sido o esteio do desenvolvimento econômico e social de muitos países.

As cooperativas se constituem em um modelo único de transações comerciais, que congregam cerca de um bilhão de membros em todo o mundo, sendo que as trezentas maiores cooperativas do planeta somam um movimento de mais de US$ 1,6 trilhão. A maior cooperativa do mundo é uma cooperativa formada de mini e pequenos agricultores japoneses, a ZEN-NOH, a poderosa Confederação das Cooperativas Agrícolas Japonesas que faturou US$ 56,4 bilhões, criada no ano de 2006. Hoje, nenhum produtor rural, no Japão pode sobreviver, se não estiver filiado à uma cooperativa.

No Brasil, o cooperativismo agrícola foi o grande impulsionador do desenvolvimento rural, outrora baseado em grandes culturas, mas que, a partir da organização dos produtores rurais, permitiu o acesso aos mercados dos pequenos e médios rurícolas, abrindo novos horizontes à sua atividade.

Para tanto, foi importante a vinda de imigrantes estrangeiros que trouxeram de seus países de origem a cultura da cooperação. Após cumprir o período contratual labutando nas fazendas de café, saíram desorientados e perdidos na imensidão de uma nação continente e procuraram na mesma atividade, agora por si, buscar a própria sobrevivência e de suas famílias. Sem assistência dos poderes públicos, desconhecendo a língua, os costumes, o mercado, foram presas fáceis dos intermediários que ficavam com a maior parcela dos frutos do seu trabalho. Cedo perceberam que, se eles não se unissem não teriam como permanecer na agricultura.

O cooperativismo foi a grande solução. Unindo-se, estes agricultores, muitos arrendatários, outros pequenos proprietários, que adquiriram, penosamente, um pedaço de terra com as economias de seu trabalho, deram uma enorme contribuição ao nosso país, escrevendo com letras de ouro a história da cooperação.

O Estado do Paraná, coalhado de cooperativas agrícolas, é um exemplo do que pode realizar o cooperativismo, em termos de produção e produtividade. Numa época em que a EMBRAPA não existia, o movimento cooperativo paranaense já possuía uma fazenda experimental, onde realizava pesquisas agronômicas de alto valor. Quando, em determinada ocasião, o governo resolveu tornar o Brasil auto suficiente em trigo, foram as cooperativas agrícolas as grandes parceiras que ajudaram a buscar este desiderato. E a receita do sucesso foi muito simples. Como a cultura de trigo, no inverno, embutia um alto grau de sinistralidade, as cooperativas, ao distribuir as sementes de trigo aos seus cooperados, retinham um pequeno percentual do valor pago para formar um FUNDO DE INDENIZAÇÃO DO TRIGO. Era uma espécie de seguro rural para os cooperados, que funcionou tão bem que o Brasil deixou de importar trigo do Canadá e da Argentina. Até o dia em que, um órgão do governo descobriu a “manobra” e mandou fechar o FUNDO... Hoje importam trigo...

No sudoeste de Santa Catarina pontificam grandes cooperativas agrícolas, muitas, ainda, contando com membros oriundos dos primitivos imigrantes italianos que as fundaram e que legaram líderes de escol como o saudoso cooperativista Aury Bordanese, que foi, por muitos anos, Presidente da Cooperativa Aurora.

O Estado de Minas Gerais abriga a cooperativa que é a maior exportadora de café do mundo. Promovido por uma cooperativa agrícola, foi palco do primeiro assentamento dirigido no cerrado brasileiro – o Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba – que mudou o perfil sócio-econômico do sul de Minas, afrontando uma máxima corrente na região: “cerrado, só dado ou herdado”. Também em Minas está a Itambé, maior cooperativa de leite do país, agregando valor e ganhando mercados.  No centro oeste, os agricultores gaúchos que ali aportaram, foram os grandes incentivadores na constituição de cooperativas que estão surgindo na região.

Em São Paulo, o cooperativismo agrícola tem sido um marco no desenvolvimento de vários setores, como na área da citricultura, cafeicultura, horti-fruticola, avicultura e sucro-alcooleiro. Enfim, o Brasil está pontilhado de exemplos da imensa contribuição do cooperativismo no desenvolvimento da sua agricultura. Na defesa do meio ambiente, o cooperativismo vem atuando há décadas, competente e silenciosamente, quando o tema nem era objeto de preocupação da sociedade, nem dos ecologistas, nem das centenas de ONGs, que hoje desfraldam esta bandeira como baluartes na preservação natural do planeta.

As cooperativas agrícolas vem fazendo este trabalho há muito tempo, porque é do interesse dos seus membros,  que são os principais beneficiários,  a prática de uma agricultura sustentável,  como o correto uso dos defensivos agrícolas e o descarte apropriado das embalagens vazias, o plantio direto, a proteção das matas ciliares. Fazem, não por modismo ou ideologia, mas pela absoluta necessidade de garantir o progresso de seus membros, familiares e por extensão, à toda sociedade do entorno. Num extenso documento elaborado pelo governo britânico (UK Government Report on Food & Farming Futures to 2050), o Brasil é apontado como um dos países chaves na produção de alimentos.

E quando o mundo discute a sua segurança alimentar na reunião do G-8 e o desenvolvimento sustentável na RIO+20,  o cooperativismo merece ter um lugar de destaque nestas discussões, como o grande protagonista que sempre foi, responsável pelo aumento da produção agrícola e da defesa do meio ambiente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

IAGRAM e UFERSA promovem curso sobre Gestão Empresarial

A Incubadora do Agronegócio de Mossoró, mantida pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido – IAGRAM/UFERSA – estará promovendo no próximo dia 6 de junho, o curso Gestão Empresarial. Com carga horária de 8 horas, manhã e tarde, a qualificação vai acontecer na sala de treinamento da IAGRAM, no Campus Leste da UFERSA Mossoró. A Incubara oferece 25 vagas, sendo 15 para estudantes da UFERSA, 5 para servidores e 5 para empreendedores incubados. As inscrições estão sendo feitas gratuitamente na secretaria da IAGRAM.

Durante o curso, adianta o coordenador da IAGRAM Giorgio Mendes, serão apresentados os principais conceitos na área de gestão empresarial. “O nosso objetivo é formar e aperfeiçoar mão de obra na área de gestão e competitividade de organizações”, frisa Giorgio, acrescentando que no curso serão abordados os aspectos relacionados à modelagem de custos, preços e lucros voltados para gestão empresarial.

O curso será ministrado pelos professores Breno Barros Telles do Carmo e Abrão Freires Saraiva Júnior, ambos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Ainda segundo Giorgio Mendes, essa atividade de extensão desenvolvida pela IAGRAM/UFERSA, vem suprir a necessidade de formação de capital humano não apenas nos empreendimentos incubados, bem como junto as organizações parceiras da IAGRAM. “Nossa intenção é formar pessoal para assumir funções gerenciais”, resumiu.