quarta-feira, 14 de março de 2012

Mulher empreendedora em Mossoró é premiada pelo Sebrae e dá dicas de sucesso

sebrae_mossoro_2O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entregou o Prêmio Mulher de Negócios no final da tarde de ontem, na sede de Mossoró. Na categoria Pequenos Negócios, a premiada foi a proprietária da Panificadora Pão Nosso, Eugênia Nogueira.

Ela dá dicas de como transformar uma pequena panificadora em Mossoró em excelente negócio. "Meus clientes são muito bem tratados. Adoro ficar no balcão despachando e conversando com eles. Apesar de minha padaria ter se expandido, construí ao longo do tempo uma boa relação com minha clientela, que está comigo há 18 anos", diz a empreendedora.

Em 1993, entrou no ramo de panificação, e a empresa só cresceu. A padaria deu um salto em crescimento, aumentando a área construída de 70 metros quadrados para 1.500 metros quadrados. O número de funcionários também cresceu e passou de dois para 45. Além da panificadora, Eugênia Barros de Medeiros abriu quatro novas empresas: duas cantinas em uma universidade, um restaurante e chopperia no maior supermercado da cidade e uma conveniência.

O negócio também tem a marca da inovação. É a única panificadora de Mossoró com máquinas que utilizam gás natural em vez de madeira, o que representa uma economia de quase R$ 20 mil por ano. "Não posso deixar de incentivar as mulheres que, como eu, têm dentro de si uma vontade de comercializar. O importante é você ser feliz no seu ramo e realizar os seus sonhos", estimula Eugênia, que recebeu troféu e certificado.

Criado pelo Sebrae desde 2004, o prêmio visa reconhecer relatos de vida de mulheres empreendedoras e incentivar o empreendedorismo feminino. A ideia é destacar empresárias que, com visão e gestão eficiente, souberam tornar o seu negócio mais competitivo e conseguiriam se destacar no mercado potiguar. As inscrições para a próxima edição já estão abertas. A novidade é a categoria empreendedor individual. 

Estudantes da UFERSA apresentam o Minibaja

Os estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica e Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido apresentaram na tarde desta segunda-feira, 12, o protótipo do Minibaja, veículo automotor que participará da Competição Nacional de Ciência e Tecnologia, a SAE BRASIL 2012, entre os dias 25 e 29 de março, em Piracicaba-SP. A apresentação aconteceu no Hotel Garbos, com a presença da imprensa, além de estudantes, professores, e do vice-reitor da UFERSA, professor Francisco Praxedes.
Segundo o estudante Mário Jorge, capitão da equipe da UFERSA batizada de Cactus Baja, o objetivo do projeto é aplicar os conhecimentos da engenharia na construção de um produto que passe a ser vendido em massa. Responsável pela apresentação do veículo, ele explica que a SAE Brasil reunirá cerca de 70 universidades e 1500 alunos. O Minibaja tem capacidade de andar em terrenos acidentados, atendendo a todas as exigências da competição.
Entre as características do carro da UFERSA, apresentadas por Mário, está o motor monocilíndrico à gasolina, com 305 cilindradas e tração nas rodas traseiras, podendo chegar a uma velocidade de até 55 km. O carro, que pesa cerca de 180 kg, comporta um integrante e tem um tanque com capacidade máxima de 3,8 litros.
A satisfação em apresentar o protótipo não ficou apenas com os 19 estudantes da equipe da UFERSA. “Essa criança que nasce hoje [referindo-se ao Minibaja] vai servir para demonstrar a qualidade dos nossos estudantes e professores”, declarou o vice-reitor, professor Praxedes. Além de agradecer a todos os parceiros dessa iniciativa, o coordenador do projeto, professor Edson Nogueira, elogiou os trabalhos realizados pelos estudantes da UFERSA. “Se não fosse a dedicação dos nossos alunos, esse projeto não teria saído do papel”, disse.
O pró-reitor de graduação, professor Arimatea Matos, fala sobre o caráter interdisciplinar no projeto. “Trata-se de uma atividade de extensão, onde diversos cursos podem participar. Daí a importância desse trabalho”, opinou. Já o chefe do Departamento de Ciências Exatas e Naturais, professor Francisco Odolberto, explica a aplicabilidade do veículo. “É um projeto de desenvolvimento tecnológico, que a nossa pesquisa aplicada vai aprimorando com o objetivo de melhorar continuamente o produto”, disse.
 
 

terça-feira, 13 de março de 2012

IAGRAM: Transformando a realidade do semiárido


Nos últimos dez anos o movimento brasileiro de incubadoras vem crescendo a uma taxa expressiva alcançando uma média superior a 25% ao ano. De acordo com os dados da ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, hoje as incubadoras brasileiras apóiam mais de 4.800 empresas, gerando cerca de 20.000 empregos diretos, as quais já faturam mais de 1,6 bilhões por ano gerando 13.500 empregos e vem transformando a realidade das regiões no que se refere ao fortalecimento da economia através de mecanismos que promovem e garantem o fortalecimento de empreendimentos inovadores, mecanismos esses denominados de Incubadoras de Empresas. As incubadoras de empresas têm como função garantir e tornar as micro e pequenas empresas competitivas no mercado evitando dessa forma a falência em seus primeiros anos de vida.

È exatamente dentro desse contexto que surge a Incubadora do Agronegócio de Mossoró – IAGRAM, uma iniciativa pioneira na região na área do agronegócio e faz parte de um conjunto de ações estratégicas para consolidar o Pólo de Desenvolvimento Integrado no Estado do Rio Grande do Norte. Criada no âmbito da Universidade Federal Rural do Semi-Àrido – UFERSA e que faz parte do programa de incubadoras do SEBRAE, a IAGRAM é uma incubadora de empresas do setor do agronegócio que abriga microempresas, associações e cooperativas ligadas ao agronegócio que queiram agregar valor aos seus processos administrativos e produtivos através de ações formativas em gestão e inovação tecnológica.

Inicialmente a IAGRAM começou apoiando o setor do mel atendendo os produtores da região tendo o SEBRAE como parceiro estratégico na cadeia produtiva do mel. Atualmente a IAGRAM apóia 13 (treze) empresas em processo de incubação e 05 empresas recentemente elevadas a categoria de empresas graduadas da IAGRAM, entre elas uma associação e uma cooperativa do agronegócio do mel. Com a experiência adquirida junto ao setor de mel e a própria vocação da região para o agronegócio, em dezembro de 2010 ampliou sua área de atuação e hoje a IAGRAM apóia outros setores do agronegócio.

Entre os principais serviços disponibilizados pela IAGRAM podemos citar o de treinamento e suporte gerencial; suporte tecnológico e consultorias específicas; interação com outras instituições de ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento tecnológico; participações em feiras, congressos, seminários, rodadas de negócios, workshops e etc; divulgação do empreendimento no material promocional da Incubadora, além de oferecer laboratórios de controle de qualidade dos produtos do agronegócio
 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Piscicultores de Upanema solicitam apoio da UFERSA/IAGRAM

 

Com o objetivo de obter apoio técnico e científico para produção de peixes no açude Umari, localizado no município de Upanema, membros da Cooperativa de Piscicultores do Rio Grande do Norte - COOPIRN, visitaram na tarde desta quinta-feira, 8, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Os professores Ivanilson Maia e Júnior Bessa, acompanharam os seis membros da cooperativa, que visitaram os laboratórios de Limnologia, de Ecologia, e ainda a Incubadora do Agronegócio de Mossoró - IAGRAM.

 

Segundo o representante da COOPIRN, Marinho Azevedo, a cooperativa, que tem a participação de 13 produtores, foi a primeira a conseguir uma outorga de água, expedido pela Agencia Nacional das Águas - ANA, para desenvolver piscicultura em tanques redes no reservatório de Umari. “O apoio da UFERSA será importante para que a gente possa fazer um trabalho ecologicamente correto”, explicou Azevedo.

Para Giorgio Mendes, coordenador da IAGRAM, a troca de experiência entre a cadeia produtiva e a Universidade é de grande importância, uma vez que possibilita a prática de atividades sem acarretar danos ao meio ambiente, além de incrementar a produção de peixes na bacia hídrica do semiárido potiguar. “Além do apoio da UFERSA, a COOPIRN mostrou o interesse em participar do processo de incubação da IAGRAM”, frisou.
 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Foco no mercado para o mel

A cadeia do mel tem pela frente uma passagem importante
 
Hoje 
 
Consumo medicinal
Vasilhame bruto
Canal informal
 
Futuro
 
Consumo gastronômico hotéis e restaurantes
Consumo gastronômico pessoas físicas
Consumo medicinal avançado (própolis)
 
Um dos pontos positivos é que a adesão nessa cadeia é muito forte, sendo os produtores totalmente apaixonados pelo produto. Contudo, para conseguir realizar essa transição os produtores terão que vencer 9 desafios.
 
1.Mel informal oferece alto risco ao consumo
2.Uso culinário ainda é pouco difundido
3.Falta de classificação de qualidade no produtor favorece o atacadista
4.Falta de capital de giro das cooperativas enfraquece a venda conjunta
5.Relação de poder na negociação com os supermercados
6.Logística para grandes centros e acesso a melhores preços
7.Fragmentação do mel para venda em merenda escolar e outros
8.Marcas e aparência do produto ao consumidor final (*)
9.Volume, padrão e freqüência
 
O fracionamento do mel é a porta de entrada para quase todas as opções de valor agregado, mas na maioria dos locais, isso ainda não esta resolvido. Assim persiste o mel informal, que incentiva o amadorismo e prejudica a saúde publica.
 
A COPA de 2014, que deve receber cerca de 300 mil turistas estrangeiros tem como grande legado, na verdade, a oportunidade de mudar o consumo interno (serão 6 milhões de turistas nacionais durante o evento). Temos oportunidade de transversalidade com o segmento de restaurantes, hotelaria, turismo, panificação e academias.
 
Outra porta que se abre é o setor da beleza, onde o mel é matéria prima procurada e promissora.
 
Mas vale dizer que não se faz comercialização sem dinheiro. O fracionamento é apenas o primeiro gargalo. Temos que pensar em embalagens, conteúdo, aparência do produto e exposição nos supermercados (onde estamos perdendo feio para os produtos a base de milho).
 
Mais importante que crescer em volume é crescer em valor agregado. Antes de fazer mais propagada, temos que organizar centrais de compra e redução de custo final ao consumidor. Antes de incentivarmos mais produtores a entrarem, temos que capacitar mais Mao de obra para os produtores existentes.
 
Enfim, a cadeia oferece diversas oportunidades, porem, também grandes desafios. Devemos destacar os casos de excelência que temos visto, com a exportação no Piauí, a produtividade no norte do MT, os produtos do ES, gestão de custos do Tocantins a organização institucional da Bahia e as soluções para fracionamento em SP. Os caminhos estão postos e o amadurecimento parece próximo.
 
Tudo leva a crer que o setor será um dos grandes destaques do agronegócio nos próximos anos.
 
Por Portal Dia de Campo